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Retorno da greve dos Auditores Fiscais da Receita Federal

Categoria havia suspenso o movimento desde o início de julho aguardando publicação de decreto, o que não ocorreu.

Os auditores fiscais da Receita Federal que atuam no Porto de Santos voltaram a cruzar os braços nessa última segunda-feira (6). As atividades da categoria estão paralisadas desde novembro do ano passado, porém, o movimento ficou suspenso desde o último dia 5 de julho, em razão de um acordo feito entre o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco).

Na ocasião, o presidente da Câmara se comprometeu a atuar junto à Presidência da República em favor da publicação do decreto que regulamenta a lei que implantou o bônus de eficiência. Porém, em assembleia realizada no dia 2 de julho, ficou acertado também que o retorno à paralisação seria imediato, caso isso não se concretizasse.

“À época, a direção do Sindifisco Nacional avaliou que pela importância e influência do presidente da Câmara dos Deputados, ele merecia um voto de confiança. Infelizmente, mais uma vez, nós cumprimos nossa parte e o governo não. Por isso, é importante deixar claro à sociedade: o retorno da greve se deve única e exclusivamente à postura desleal e irresponsável do governo”, afirmou o presidente do Sindifisco em Santos, Renato Tavares.

Além do bônus, a campanha salarial dos auditores pede também que a última parcela da recomposição salarial do período anterior a 2015 seja efetivada no próximo ano. Essa pauta de reivindicações faz parte do acordo salarial fechado com o governo em 2016.

Sobre o movimento

A paralisação dos trabalhadores teve início em 1º de novembro do ano passado e a greve de forma contínua e ininterrupta da categoria começou em 14 de maio. Na região, existem 158 auditores fiscais na ativa.

Durante o período da paralisação, somente os serviços considerados essenciais foram mantidos na Alfândega de Santos, como a liberação de medicamentos, insumos hospitalares e animais vivos.  De acordo com o sindicato, cada dia de paralisação na Alfândega de Santos ocasiona um atraso de R$ 100 milhões no recolhimento de impostos federais e um acúmulo de 2000 a 3000 containers para liberação de cargas ao País. 

Fonte: A Tribuna

 

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