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Negociando com a China #Parte4

Mercado de luxo e o fator China

A força da economia chinesa é sentida em todos os momentos.

O telefone celular e a internet acabam conectando mais ainda esses pequenos e grandes negócios, aumentando a inserção digital e o desejo pelo ter. As referências ocidentais estão fixadas na mente do desejo dos chineses como símbolo econômico e social. E é nessa tese que está se formando o maior mercado de produtos de luxo do mundo. Enquanto muitos sentem os preços baixos dos produtos chineses no mundo, outras empresas estudam e atuam no mercado das grifes. Os produtos vão desde carros até alimentos.

Em um mercado em que ainda as estratégias de marketing estão sendo customizadas, o consumidor chinês demonstra o desejo pelas marcas estrangeiras.

As marcas como Louis Vuitton, Chanel e Gucci são as mais procuradas. A Empório Armani foi pioneira e possui loja Virtual, apresentando grande sucesso na operação. É uma mostra da força do mundo virtual com 513 milhões de internautas.

Algumas marcas internacionais estão ajustando suas estratégias, criando outras marcas vinculadas, como é o caso da Hermès, que lançou a Shang Xia com ampla atuação em diversas áreas, como jóias, móveis e roupas, mas dentro da cultura chinesa.

A maior parte das compras ainda está sendo feita em Hong Kong, Taiwan e Macau. No entanto, muitos shoppings de luxo estão sendo estabelecidos em diversas regiões da China.

Automóveis como BMW, Audi e Mercedes são os mais desejados, viabilizando investimentos na produção em solo chinês.

A China contava, em 2015, com 596 milionários, um crescimento de 242 bilionários na comparação com 2014, conforme a revista Huron Report. Ocupou, então, a primeira posição mundial, seguida pelos Estados Unidos, com 537 pessoas com patrimônio superior a 1 bilhão de dólares.

Muitas marcas brasileiras que já estão em mercados internacionais poderiam ser incorporadas ao mercado chinês, adaptando-se e focando nesse segmento representativo.

Tudo isso é o fator China em ação a ser usado em benefício de nossas empresas que precisam conhecer melhor esse grande mercado e a suas rápidas transformações, incorporando novos conceitos, estratégias e rompendo preconceitos.

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O novo normal e o fator China

O presidente chinês Xi Jinping tem afirmado que a China entrou no novo normal, que o crescimento será mais lento e que a economia terá de caminhar para o modelo do consumo interno. Com ritmo de crescimento a taxa abaixo do 7%, a estratégia programada pelo governo de Xi Jinping, para aprovação das reformas de crescimento mais sustentável no longo prazo, toma espaço na imprensa de todo mundo.

Conforme estudo recente da McKinsey Global Institute, o endividamento chinês vem crescendo 21 trilhões de dólares desde 2007, podendo chegar a 149% do Produto Interno Bruto em 2020, de acordo com o relatório da agência Moody’s em 2018. O governo incentiva o setor privado por meio de fundos, bancos e empresas. No mercado imobiliário, os empréstimos tem crescido na ordem de 25% ao ano.

O crescimento no longo prazo perdeu o impulso. Quedas nos índices de natalidade, custos mais altos e transição das empresas estatais para o sistema privado demonstram a necessidade de atenção aos parceiros econômicos.

Quanto ao Brasil, durante os últimos 10 anos, diversos segmentos da indústria brasileira incorporaram componentes importados, originado da China, em sua matriz de produção e até em Port fólio nos produtos finais. Fato decorrente da necessidade de competitividade mercadológica da indústria diante da competição, favorecida pelo câmbio.

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Comércio eletrônico e oportunidades para as empresas brasileiras

Uma pesquisa da consultoria Emarketer aponta que, em 2020, o e-commerce chinês deve movimentar 2,5 trilhões de dólares, quase 1 trilhão de dólares a mais do que a soma do resto do mundo.

O Meituan, um dos principais aplicativos de entregas no país, tem mais de 400 milhões de usuários e administra, todos os dias, cerca de 20 milhões de pedidos, e quase 600.000 entregadores ativos.

Cerca de 80% dos compradores chineses gostam de pagar por meio de pagamento online, como PayPal, a Amazon Pay etcétera ao fazer compras direta on-line.

O Alibabá, inaugurado em 1999, é um site comercial atacadista líder que conecta cerca de 30 milhões de compradores corporativos aos vendedores globais e oferece 250 milhões de mercadorias on-line.

Apesar de o comércio eletrônico estar disseminado em toda a China, as áreas de governo estão criando áreas incentivadas para estabelecimento de clusters na área. Um exemplo típico é o parque industrial de e-commerce China Brasil no novo distrito de Changchun, na província de Jilin, no nordeste da China, sendo uma excelente oportunidade para empresas brasileiras ingressarem no mercado chinês.

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A nova economia chinesa

O ambiente onde essas inovações estão ocorrendo é uma economia com menos de 2% de inflação e crescimento entre 6%-7% ao ano, com elevação do consumo. A massa salarial está subindo, o que permite a agregação de valor dos serviços e a ascensão social. As lojas estão cada vez mais cheias, em um horário de comércio que vai das 9h00 da manhã às 10h00 da noite, funcionando aos sábados e domingos no mesmo horário dos dias da semana. Essa é a China de Xi Jinping, que agora aprovou mais um filho nas famílias e combate fortemente a corrupção no governo.

Grandes possibilidades para o Brasil exportar para China estão abertas e terão de ser aproveitadas muito rapidamente, como a janela para exportação de alimentos e serviços. O consumo de alimentos é impressionante, ampliando cada vez mais o escopo de produtos com valor agregado e preços para todos os níveis sociais. A área de serviços é praticamente uma interligada hora de processos econômicos, com geração de valor agregado, como no caso das campanhas promocionais ou de venda em larga escala pela internet.

As oportunidades estão lançadas, cabe a nós transformar em realidade.

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Coronavírus incentivos para retomada econômica

Para ajudar as empresas a se recuperar rapidamente, as autoridades do governo central, junto com muitos governos provinciais e locais, introduziram diversas medidas fiscais e monetários, para o incentivo econômico:

Medidas fiscais:

  • Isenção para companhias aéreas de pagamento de tributos
  • Antecipação das cotas de emissão de dívidas de governos locais
  • Suspensão por três a cinco meses de contribuição à seguridade social
  • Subsídio para compra de automóveis
  • Redução de preços de energia elétrica
  • Redução dos impostos que incidem sobre pequenas empresas
  • Redução de impostos para setores como transporte, logística, aéreo, portuário
  • Postergação por três meses de aluguéis para pequenas empresas

Medidas monetárias:

  • Redução do compulsório bancário
  • Redução da taxa de juros de referência
  • Injeção de liquidez através de diversas linhas
  • Redução da taxa de juros das operações de compra reversa

Material elaborado por Lucas Vogt Schommer, empresário, diretor da 3S Corp.

(Fragmentos do Livro “O Fator China e os Novos Negócios”)

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Conteúdo por Lucas Vogt Schommer

Co-Fundador e Diretor Comercial 3S CORP

www.3scorporate.com

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