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A greve e seu reflexo nas exportações

 

06.22 - A greve e seu reflexo nas exportações (blog)

Como sugerem os números da balança comercial de maio, o impacto da greve dos transportadores sobre o comércio exterior foi imediato. A média diária das exportações brasileiras superou US$ 1,11 bilhão na primeira semana de maio e US$ 1,06 bilhão nas primeiras três semanas do mês, montante que caiu para US$ 699 milhões na quarta semana e para US$ 642 milhões na quinta semana.
Menos exportações significam menos faturamento das empresas, menos lucros e menos empregos.
Até nos números gerais do comércio exterior do mês passado ficou evidente a frustração de expectativas: o superávit comercial (diferença entre exportações e importações) era estimado pelas consultorias econômicas em cerca de US$ 7,5 bilhões e recuou para menos de US$ 6 bilhões no mês. As importações também caíram no mês anterior, mas, neste caso, a frustração de expectativas foi menor e ainda foi registrado um expressivo aumento em relação a maio de 2017.
Os produtos mais afetados pela greve, na exportação, foram os manufaturados. Entre maio de 2017 e maio de 2018, as exportações de manufaturados caíram 17,3%. A queda dos semimanufaturados foi de 9,5%. Só as exportações de itens básicos, inclusive petróleo em bruto, farelo de soja e soja em grão, subiram 18,4% e salvaram as vendas de uma queda ainda maior.
No mês de maio, as exportações de US$ 19,2 bilhões ainda superaram as exportações do mesmo período do ano passado, em 1,9%, percentual muito inferior ao registrado nos primeiros cinco meses dos dois anos (+6,5%) e nos últimos 12 meses (+13,3%). Quanto às importações, elas apresentaram alta em quase todas as comparações, mas em relação a abril houve queda de 3,8% na média diária.
O reflexo da greve deve ser bem intenso por mais alguns dias e, em alguns casos, terá uma perda não recuperável.
Fonte:ESTADÃO.COM.BR
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